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É bonita e é bonita


O bom da vida

 

O bom da vida é conseguir realizar seu sonho e saber que isso é apenas o começo. Bom é saber que você pode voar bem mais alto, se quiser.

O bom da vida é ter uma família com quem você sabe que pode contar a qualquer hora. É bom saber que quando você estiver muito feliz ou muito triste vai poder compartilhar e ganhar um – ou três – abraço(s), seja qual for a ocasião, ainda que não haja ocasião nenhuma.

O bom da vida é ter alguém que você ama e que, você tem certeza, te ama também. Melhor ainda é quando essa pessoa pára, de repente, de olhar pra TV e te olha nos olhos em uma tarde melancólica de domingo e diz que não vê a hora de os anos passarem, só pra estar casado com você.

O bom da vida é ter amigos e saber que eles vão topar o programa que você inventa no sábado à noite, mesmo que o programa seja só pedir uma pizza delivery. Melhor ainda é quando você sabe que esses amigos vão estar sempre torcendo pra sua vida dar certo, mesmo que fiquem um tempo longe ou sem te ver.

O bom da vida é ter, pelo menos, alguns parentes legais, que moram longe. Assim, você tem certeza que todas as vezes que houver encontros, almoços, churrascos, strogonoffs, macarronadas ou final de ano na praia, vai ser só festa e bons momentos pra lembrar.

O bom da vida é viver entre gatos, cachorros e papagaios, que sempre vão abanar o rabo, balançar as penas ou passar no meio das suas pernas quando você chegar. Bom é saber que eles sempre vão estar do seu lado, mesmo quando você não tem um ossinho nas mãos – mas se você tiver, eles estarão ainda mais perto.

O bom da vida também é saber ficar sozinho, sabendo que você é uma ótima companhia pra você mesmo de vez em quando.

O bom mesmo é fechar a cortina da sala, fazer de uma escova-de-cabelo um microfone e colocar um som bem alto, mesmo cantando músicas em inglês, sem saber a letra.

Bom, de verdade, é viver e aproveitar a vida, em todos os sentidos, em todas as suas formas, em todos os seus extremos, com intensidade.



Escrito por vanessagomesdelima às 19h16
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Sobre o nosso dia

 

Dia da mulher. As histórias são as mesmas, as crônicas são as mesmas e as reportagens são as mesmas. A publicidade é a mesma e até as homenagens são as mesmas. Ou vai dizer que você não ganhou nenhuma florzinha? Pode contar com aquela entregue na porta de um shopping, no supermercado ou desenhada no cartão ou nos e-mails entregues a todas as mulheres do escritório ou enviados pelo seu dentista. Aquele mesmo, que faz séculos, você não dá as caras no consultório dele. Não estou reclamando nem nada. Adoro ganhar flores. Só quero reforçar aqui que esse dia, pede muito mais que isso: é preciso celebrar. (Tá bom, eu sei que esse texto está ficando igual a todos os que são publicados sobre esse assunto em todos os lugares, mas eu também preciso dizer).

 

Voltando ao assunto, as mulheres merecem mesmo um brinde. Afinal, o que seria do mundo sem a gente? Ou você acha mesmo que os homens iriam querer levantar da poltrona e sair da frente da TV, que exibe um jogo de futebol qualquer, para fazer alguma coisa, se não houvesse uma mulher para impressionar, dividir as coisas ou até mesmo para empurrá-lo fisicamente para que ele saia daquela posição mórbida.

 

Digam o que quiserem, mas sem as mulheres, não haveria decoração, não haveria desfile de moda, não haveria lojas e nem shopping-centers. Dá para negar que tudo isso é bom demais? Não haveria festas bem organizadas, não existiria a seção de produtos orgânicos, diet e light no supermercado, floriculturas, nem divisões específicas para guardar os sapatos no closet. E por falar em sapatos...

 

... Este é um assunto muito delicado. Sapatos e bolsas. Recentemente, uma pergunta saída de uma boca masculina, me impressionou. A interrogação era a seguinte:

- Por que tantos pares de sapatos, se você só tem dois pés?

Pode?

 

Falando sério. Acho que esse dia, rotulado pela convenção como ‘dia das mulheres’, é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância do gênero feminino no mundo de hoje. Nós, que conseguimos sair da posição apática que ocupávamos no início da história da humanidade, com toda a força e vontade, estamos galgando degraus cada vez maiores, podendo compartilhar postos de trabalho de igual para igual com os homens, que é o que sempre merecemos, como seres humanos. Ontem mesmo, passei por uma situação inédita para mim, mas cada vez mais comum: peguei um táxi e a motorista era uma mulher. Com as unhas pintadas com um esmalte escuro, uma saia comprida, combinando com a blusa, ela dirigia e muito bem. Não estamos – ainda – no nível ideal, visto que a diferença de tratamento, salarial e a violência ainda nos assolam. O fato é que homens e mulheres são diferentes, mas no mundo de hoje, onde tudo, por si só, já é bastante complicado, não há lugar para uma guerra dos sexos e sim para a ajuda mútua. Homens e mulheres, de mãos dadas, conseguem conquistar muito mais caminhando juntos e não medindo forças e competindo.

 

E viva os sapatos, as bolsas, as mulheres e também os homens!



Escrito por vanessagomesdelima às 10h49
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O lado bom das horas ruins

Sabe quando as coisas começam a dar errado, por mais que você tivesse certeza que elas iriam dar certo? Pois é. Acho que isso, às vezes, é necessário porque otimismo só não basta. Acreditar no pensamento positivo não basta. Você tem é que deixar rolar, porque na vida tem hora pra tudo.

Sabe aquela entrevista de emprego que você achou que era a mais importante da sua vida? Ou aquele encontro, que você pensou ser o primeiro passo para o seu casamento? E aquele dia em que você e sua amiga da escola juraram amizade eterna? É. Nem sempre o desenrolar dos fatos é como desejamos e na hora que esperamos. Vai ver, não era a hora. Mas, como dizem os mais sábios, o universo conspira a nosso favor e cedo ou tarde, vai ficar tudo bem.

O bom é que nessas horas, quando você ainda não entende que quando as coisas acontecem um pouco fora do roteiro que imaginamos não é o fim do mundo, você vê que existem pessoas do seu lado, para tentar te convencer disso. Existem pessoas que emprestam o ombro pra você chorar e soluçar em silêncio. Existem pessoas que sorriem e imaginam um futuro melhor. Existem pessoas que acham que você está linda, mesmo com o rosto inchado e o nariz vermelho de tantas lágrimas.

P.S.: Por que será que eu só escrevo aqui quando as coisas não estão de todo bem?

 



Escrito por vanessagomesdelima às 01h12
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Como se fosse fácil

 

Segunda sexta-feira que eu passo sozinha e termino na frente do computador. Odeio! Por que comigo é só para reclamar? Será que o encanto acabou? Não posso nem imaginar, mas é a única coisa que me vem à cabeça. Não é possível. Ninguém faz isso com alguém que gosta. Um ano e sete meses no ralo, assim? Sem mais nem menos?

Sei que eu também sou difícil. Mas, é como se fosse fácil passar a semana toda ouvindo reclamações, esperando chegar o glorioso final de semana, para que os ventos mudem. Como se fosse fácil ser ignorada. Como se fosse fácil aceitar uma segunda posição, esperando o dia de subir o degrau.



Escrito por vanessagomesdelima às 22h33
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Carta para Renata

São Paulo, 17 de janeiro de 2007.

 

“Tempo, tempo, mano velho,

falta um tempo ainda eu sei

pra você correr macio.”

 

Renata,

 

Sei que você está passando por um momento um pouco delicado e escrevo para tentar expressar minha opinião - se é que ela é mesmo necessária - sobre o assunto. Em primeiro lugar eu queria te dar parabéns por esse ano que passou. Eu sempre achei que trabalhar e se dedicar ao cursinho não eram atividades compatíveis. Você conseguiu levar isso até o fim, mesmo sem ter sido obrigada a fazer isso.

O fato de você não ter passado no vestibular da USP e da Cásper é difícil. Mas lembre-se, você ainda tem a UNESP e a esperança é a última que morre. Vai saber se não deu certo? Imagino que deva ser muito complicada a sensação de pensar que você ‘perdeu mais um ano da sua vida’. Mas acho que essa frase não condiz ao todo com a realidade. Você não perdeu mais um ano. Você ganhou. Ganhou mais tempo para pensar no que você realmente quer da vida. Acho uma injustiça termos que tomar uma decisão tão importante e que afetará o resto de nossos dias aos 17 ou 18 anos, quando somos ainda totalmente inexperientes.  Aquelas duas questões, que você nem errou por não saber, mas por nervosismo e que pareciam as perguntas que acabaram com o seu dia, o seu mês e o seu ano, podem, sim, ter tido uma relevância ímpar, mas positivamente. Em minha opinião, coisas desse tipo não acontecem por acaso. Talvez, se você as tivesse acertado, entrasse em um curso que não é de verdade o que você quer para si. Talvez, se você tivesse acertado, não teríamos condições de pagar por tanto tempo duas mensalidades de faculdade e uma de nós tivesse que, de qualquer forma, sacrificar um ano. Talvez, não era hora. Tudo tem seu momento certo para acontecer. As flores desabrocham em uma época certa, os bebês nascem na hora certa e cada ser humano morre na hora exata em que deve deixar de existir. Por que então você teria de atropelar o tempo? Justo ele, controlado por Deus, que sabe exatamente o momento exato de tudo? E tem mais... Entrar na faculdade não é a coisa mais importante do mundo, nem das carreiras. Apesar de ser extremamente necessário em algum ponto da vida. O bom é saber que você não está parada, que você tem um emprego e que, de uma maneira ou outra, está adquirindo experiências profissionais e aprendendo a se comportar em um ambiente de trabalho, coisa que muitos universitários na reta final de seus cursos ainda não conhecem. O bom é que você tem e continua desenvolvendo outras qualidades primordiais para a carreira de qualquer bom profissional. Você tem jeito com as pessoas, você sabe como fazer e manter um networking – contatos, você sabe como se comunicar com pessoas de diversos níveis. Isso também conta muitos pontos, pode acreditar.

Amadureça as idéias e aproveite esse ano para crescer, se conhecer e entender o que você quer de você mesma. Aproveite para achar o seu caminho.

O Rafa deu uma idéia ótima: guardar dinheiro nesses seis primeiros meses do ano para, na outra metade, fazer um intensivo, pagar você mesma para não ter que sofrer pressões que certamente vão acontecer – mesmo não sendo de maldade - de terceiras pessoas, aprender a viver sua independência financeira. Nada melhor como você mesma cobrando você mesma em uma situação como essa. Mas não sei, pense bem no que vai fazer e apenas faça. O que não se pode é ficar parado, esperando as coisas caírem do céu. Por isso, aproveite seu tempo e se descubra. Descubra o que quer para você. E se precisar de qualquer coisa, mesmo que seja um simples abraço, pode contar comigo. Vou estar sempre do seu lado.

 

 

Beijos de quem te ama muito,

 

Vanessa

 



Escrito por vanessagomesdelima às 11h55
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A primeira análisa a gente nunca esquece

A primeira análise. Credo. Nunca achei que eu chegaria a esse ponto, muito menos aos 20 anos de idade. Eu costumava pensar que análise era só para loucos, para mal resolvidos psicologicamente ou para pessoas 'frescas' demais. Das duas uma: ou eu me encaixo em uma dessas categorias ou há outros motivos para deitar no divã. Aliás, será mesmo que vai ter um divã me esperando? Daqueles no estilo Freud? Hum, não sei... Vamos conferir para ver se isso vai mesmo dar certo.



Escrito por vanessagomesdelima às 11h10
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O final dos sete dias

Fim-de-semana. Como é bom. Mesmo sem fazer nada de extremamente divertido, só a energia boa que nos cerca quando pensamos ‘Finalmente, vou dormir e acordar sem aquele barulhinho maldito do celular em função de despertador!’.

 

A sexta-feira a tarde parece se arrastar ainda mais do que todos os outros dias da semana. Mas aí, bate as sete da noite e aquela sensação de alívio nos invade. Até que enfim! É tão bom chegar em casa, ligar a TV e não ver nada de útil.... Procurar alguma coisa – preferivelmente que dê o menor trabalho possível e que seja muito calórica – para comer na geladeira e alguma coisa – pior ainda – para beber e aí é só esticar os pés...

 

O sábado voa e o domingo chega, impreterivelmente acompanhado daquela melancolia e daquela angústia que antigamente se acentuava com o som da música do saudoso Topa Tudo por Dinheiro e que hoje foi substituída pelas nada agradáveis melodias do Domingão Faustão e do Fantástico... E aí meu bem, quando você menos espera, o barulhinho do celular te desperta e já é segunda-feira.



Escrito por vanessagomesdelima às 11h09
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Eu já tive um blog. Lembro que o template era amarelo, com tema do ursinho puff. Acho que não sou mais tão meiga aos 20 anos. Mesmo assim, ainda tenho o que dizer. Talvez nem seja assim tão interessante para quem lê, mas serve para a minha explosão mental. Isso porque a minha cabeça já não aguenta mais tantos pensamentos sozinha. É preciso armazenar tanta coisa em algum lugar e, feliz ou infelizmente, esse depósito de pensamentos é aqui.

Como não a criatividade para começar não é muita, vou postar aqui um texto de uma outra pessoa. Achei essa semana, em uma TPM velha que eu tinha em casa. Li, reli e reli outra vez. Sábias palavras. Aqui vai:

Obs: Eu não quero ser homem. Mas há quem queira... e daí?

FELIZ ATÉ DOER

por Milly Lacombe, na Revista TPM

  

   (...) Com o tempo, descobri que a vida, felizmente, não é previsível como um filme da Disney. Crescemos, mas levamos com a gente todos os traumas da infância. Viramos adultos, por mais bem resolvidos, cheios de dores e feridas. Passamos a vida em busca de repetir as sensações da adolescência, quando as amizades eram descompromissadas, as baladas não tinham hora para acabar, e os amores, arrebatadores. Quando os cortes mais profundos podiam ser sentidos na carne, sem pressa de cicatrizar. Quando dormir depois da Sessão da Tarde era aceitável.

 

SOLIDÃO DE SÁBADO À TARDE

   (...) Tentamos lamber as feridas para que elas não sangrem aos olhos alheios. Esperam muito de todas nós: é preciso ser forte, elegante, bonita, bem-sucedida, casada, ter filhos, cuidar da casa. É preciso que sejamos várias em uma só, e falhar em alguma dessas tarefas pode comprometer todas as outras. O diabo é que já provamos que somos capazes da multiplicidade, mas estamos chegando a conclusão de que não queremos passar a vida sapateando entre o cabeleireiro, a escola do filho, a reunião de trabalho e a satisfação sexual do companheiro. Queremos apenas ter o direito de sangrar no nosso canto, sem audiência, sem platéia, quando a dor bater forte. Queremos nos apaixonar e poder tirar férias para curtir a paixão, ou a dor da separação. Queremos apresentar um projeto de lei que permita aos apaixonados e aos recém-abandonados não trabalhar por seis meses, ou mais. Queremos entender que a felicidade não é o destino, mas a viagem. Que ela se encontra na mesa de um bar qualquer, num fim de tarde qualquer, jogando conversa fora com os amigos sinceros. Que mora no abraço apertado de um sobrinho, em uma rede que balança compassadamente na varanda de um apartamento no coração da maior cidade do Brasil ao cair da noite, no beijo da pessoa amada, num fim de semana na praia com amigos antigos. Que a felicidade é saber, finalmente, quem somos e o que queremos fazer aqui. E que buscar nossas verdades individuais, por mais distantes que elas estejam, é o grande barato dessa jornada. Que existe um tipo de felicidade nas brigas, cheias de mágoa e de dor, com quem amamos. Que é possível crescer no sofrimento. Que por vezes a vida vai ficar tão cinza e sem graça que a vontade de desistir nos fará sufocar. E que, nesses dias, sonhar não será possível. Mas que todos passam por momentos de desespero. E que a felicidade será resgatada em novos sonhos.

 

POR QUE NÃO NOS DEIXAM CAIR?

   (...) E essa infernal necessidade de segurança aniquila nossa liberdade. Por que não nos deixam cair? Somos, antes de mais nada, animais livres, e a liberdade é, para cada um de nós, mais visceral que a segurança. Ou deveria ser. Porque a vida é feita de levantar, lamber a ferida e seguir. Não estaria a felicidade na coragem de trocar segurança por liberdade? Na ousadia de abrir mão de convenções e detritos morais pelo que queremos ser e viver de verdade? Em um simples beijo, roubado em um domingo de manhã da mulher que se ama na mesa da padaria? Em receber, no meio de uma reunião chata, uma mensagem por celular com apenas três palavras que vão nos fazer sorrir? Felicidade é dançar sozinha na sala sem ninguém por testemunha, sem motivo aparente. É pedir demissão quando o tesão acabar, mesmo sem ter outro emprego. É fracassar e não ter vergonha de admitir, simplesmente porque não existe quem nunca tenha fracassado. É saber que somos fracos e pequenos, e, ao mesmo tempo, fortes e gigantes. Que somos biologicamente idênticos, e por isso não existem entre nós os que são melhores e os que são piores. Mas também saber que somos absolutamente diferentes uns dos outros. E que a beleza está nesses pequenos espaços que nos distinguem, e não no que temos em comum. Felicidade é se deixar levar pelo coração e fazer com que a cabeça seja subordinada a ele, e não o contrário. É não se prender à tradição, é questionar a moral do mundo, um mundo cujos valores são tão tortos que é capaz de limitar e punir o amor, mas não a guerra.

   Felicidade é entender que andamos todos pela rua, numa segunda-feira qualquer, machucados, feridos, torturados. Que somos bichos cheios de traumas. Que cada um de nós possui um segredo mais dolorido que o outro. Mas que não existe vida sem dor. Pelo menos não o tipo que valha a pena ser vivida.

   Felicidade é olhar no espelho e ver nosso rosto envelhecer. Com todas as marcas que nele cabem. E entender que envelhecer é a única opção agradável. Porque a outra, convenhamos, me parece bem pior. E, já que a viagem é curta, é preciso arriscar. Sempre. E saber que não existe um manual que nos ensine a ser feliz. Mas que, sofrendo, amando e arriscando, estamos construindo nossa cartilha de crenças. Uma cartilha que é individual. E que, mais cedo do que tarde, ela nos libertará. Porque somos, na essência, sozinhos e livres.

 



Escrito por vanessagomesdelima às 14h49
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