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Sobre o nosso dia
Dia da mulher. As histórias são as mesmas, as crônicas são as mesmas e as
reportagens são as mesmas. A publicidade é a mesma e até as homenagens são as
mesmas. Ou vai dizer que você não ganhou nenhuma florzinha? Pode contar com
aquela entregue na porta de um shopping, no supermercado ou desenhada no cartão
ou nos e-mails entregues a todas
as mulheres do escritório ou enviados pelo seu dentista. Aquele mesmo, que faz
séculos, você não dá as caras no consultório dele. Não estou reclamando nem
nada. Adoro ganhar flores. Só quero reforçar aqui que esse dia, pede muito mais
que isso: é preciso celebrar. (Tá bom, eu sei que esse texto está ficando igual
a todos os que são publicados sobre esse assunto em todos os lugares, mas eu
também preciso dizer).
Voltando ao assunto, as mulheres merecem mesmo um brinde. Afinal, o que
seria do mundo sem a gente? Ou você acha mesmo que os homens iriam querer
levantar da poltrona e sair da frente da TV, que exibe um jogo de futebol
qualquer, para fazer alguma coisa, se não houvesse uma mulher para impressionar,
dividir as coisas ou até mesmo para empurrá-lo fisicamente para que ele saia
daquela posição mórbida.
Digam o que quiserem, mas sem as mulheres, não haveria decoração, não
haveria desfile de moda, não haveria lojas e nem shopping-centers. Dá para negar
que tudo isso é bom demais? Não haveria festas bem organizadas, não existiria a
seção de produtos orgânicos, diet e light no supermercado, floriculturas, nem
divisões específicas para guardar os sapatos no closet. E por falar em
sapatos...
... Este é um assunto muito delicado. Sapatos e bolsas. Recentemente, uma
pergunta saída de uma boca masculina, me impressionou. A interrogação era a
seguinte:
- Por que tantos pares de sapatos, se você só tem dois pés?
Pode?
Falando sério. Acho que esse dia, rotulado pela convenção como ‘dia das
mulheres’, é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância do gênero
feminino no mundo de hoje. Nós, que conseguimos sair da posição apática que
ocupávamos no início da história da humanidade, com toda a força e vontade,
estamos galgando degraus cada vez maiores, podendo compartilhar postos de
trabalho de igual para igual com os homens, que é o que sempre merecemos, como
seres humanos. Ontem mesmo, passei por uma situação inédita para mim, mas cada
vez mais comum: peguei um táxi e a motorista era uma mulher. Com as unhas
pintadas com um esmalte escuro, uma saia comprida, combinando com a blusa, ela
dirigia e muito bem. Não estamos – ainda – no nível ideal, visto que a diferença
de tratamento, salarial e a violência ainda nos assolam. O fato é que homens e
mulheres são diferentes, mas no mundo de hoje, onde tudo, por si só, já é
bastante complicado, não há lugar para uma guerra dos sexos e sim para a ajuda
mútua. Homens e mulheres, de mãos dadas, conseguem conquistar muito mais
caminhando juntos e não medindo forças e competindo.
E viva os sapatos, as bolsas, as mulheres e também os
homens!
Escrito por vanessagomesdelima às 10h49
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